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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Polícia investiga "profeta" que impede crianças de estudar.

Fonte: Cidadeverde.Com


Mais de 10 pais prestaram depoimento e confirmaram que os filhos não frequentam escola porque o mundo vai acabar.

Agentes da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) estão investigando o "profeta" Luiz Pereira dos Santos, 43 anos, e mais de 10 pessoas, que acreditam que o mundo vai acabar em 12 de outubro deste ano. Foi constatado que os pais que participam da religião mantém os filhos fora da escola.

Joattan Gonçalves, chefe de investigação da DPCA

De acordo com o chefe de investigação, Joattan Gonçalves, no local onde o "profeta" reside há dezenas de crianças que não frequentam a escola, o que configura o crime de abandono intelectual. "Os pais afirmam que não há necessidade de os filhos irem para o colégio porque o mundo vai acabar e eles devem se preparar espiritualmente para o fim dos tempos. O crime foi constatado porque todas as crianças estavam lá, mesmo sendo horário escolar", explicou o investigador.

Os fiéis desta religião moram em uma invasão no Parque Universitário, zona Leste de Teresina e somam mais de 60 pessoas no total. Outros possíveis crimes como maus tratos a crianças, abandono material, indução à fuga de menores e sonegação de incapaz também estão sendo averiguados. 

"Isso tudo ainda vai ser analisado, abrimos uma investigação porque nos depoimentos, os fiéis contam que muitas mães largaram seus maridos e filhos para seguirem o profeta, homens largaram suas mulheres e menores de idade fugiram de casa e participam da religião sem o conhecimento dos pais. Recebemos também a denúncia de que alguns pais vão pegar de volta os filhos, mas as crianças não são entregues", disse Joattan.

Sem emprego

À polícia, os fiéis garantiram que não acreditam na continuidade do mundo após a data de 12 de outubro de 2012 e que para fazerem parte da religião do "profeta" tiveram que abrir mão de qualquer vínculo empregatício e sobrevivem apenas de serviços informais, popularmente chamados de "bicos". 

"Para eles, Deus vai 'arrebatá-los' a partir de 1° de outubro até o dia 12 e levá-los para um local onde eles ficarão aguardando o juízo final. Além disso, eles devem largar qualquer emprego porque se Deus ordenar uma missão, eles devem ir sem amarras a nenhuma outra pessoa, não podem se ocupar de outra coisa", acrescentou o chefe de investigação.

Das 60 pessoas que fazem parte desta religião, apenas oito trabalham, todos homens. A investigação policial poderá culminar no indiciamento do "profeta".

Como tudo começou

Luiz Pereira contou à polícia que há quatro anos recebeu a visita de um anjo de Deus, que lhe informou que o mundo iria acabar em 12 de outubro de 2012. Desde então, Luiz passou a "pregar" em várias cidades do Brasil, como São Paulo e Brasília. 

"Ele relatou que sofreu muitas represálias durante as pregações. Disse também que a religião dele não tem um nome, que ele apenas acredita em Deus e está acolhendo o povo que a sociedade excluiu, como pobres e drogados", destacou o investigador. 

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